Inspira: tecnologia construída por quem sabe Direito - Inspira Blog

Inspira: tecnologia construída por quem sabe Direito

Foto de Rafael Grimaldi, CEO da Inspira, ao lado de uma arte abstrata com linhas azuis em fundo claro.

Como você tem gastado o seu tempo? E em quantas ferramentas?

A questão é histórica na advocacia, mas se intensificou nos últimos anos. Eu advoguei entre 2012 e 2018, antes de fundar a Inspira, e já trabalhava com múltiplas abas, múltiplas formas de resolver o mesmo problema. Depois do avanço da IA generativa, isso só piorou. Toda semana surge uma ferramenta nova para acompanhar.

Um relatório recente da Clio chegou a uma conclusão que atravessa todo tipo de prática, do contencioso ao consultivo, da banca boutique ao full service: o advogado trabalha demais. A maioria fora do horário comercial. A esmagadora maioria nos fins de semana. E presa no que o relatório chama de catch-up cycle.

Gráficos mostrando a sobrecarga de advogados fora do horário comercial, destacando o ganho de mais de 20 horas por semana.

A cena é familiar. Você abre o computador de manhã e, até sentir que está efetivamente trabalhando, já apagou incêndio no Teams, respondeu cinco e-mails de cliente e tirou dúvidas básicas no chat interno. Quando para para escrever uma peça, revisar um contrato ou analisar um documento, já são três da tarde. Você está sempre devendo. E a bola de neve cresce. O relatório aponta uma média de mais de 20 horas semanais em trabalho não cobrável — pesquisa, protocolo, administrativo, reunião interna. Mais de dois dias úteis.

Por que o Direito é a profissão mais exposta à IA

Esse diagnóstico importa porque ele se conecta com algo maior. Quando você pega uma indústria com tanto potencial de eficiência ainda não destravado e combina com o nível de exposição que ela tem à IA, a transformação é inevitável.

Um estudo publicado em 2021 por pesquisadores de Princeton, Wharton e NYU — antes mesmo do ChatGPT — já apontava o jurídico como a profissão número um em exposição à IA generativa. Mais que computação. Mais que matemática. Mais que o setor financeiro.

A explicação está em uma palavra: language. Os modelos por trás da IA generativa são Large Language Models — modelos estatísticos que, pela primeira vez na história, operam com linguagem em escala. E é exatamente isso que o advogado faz o dia inteiro: trabalha com texto. Com nuance. Com argumento construído em prosa. Quando surge uma tecnologia capaz de operar texto complexo, em grande volume, com profundidade — a gente chega no momento em que finalmente existe uma transformação real à vista. Algo que não aconteceu nos últimos vinte anos, nem com a internet, nem com a digitalização do processo.

Gráfico de barras indicando o setor Jurídico como a profissão mais exposta à IA.

Os estudos mais recentes confirmam o salto. O percentual de 45% de tarefas jurídicas passíveis de automação virou 80% no último relatório do Goldman Sachs. Em três anos. Por uma razão simples: o modelo está melhorando, e o investimento nessa categoria é absurdo. Quem usa GPT desde 2022 percebe, hoje ele responde muito melhor. Não é coincidência.

A escolha da Inspira

É nesse cenário que a gente sustenta a nossa proposta: ser a inteligência artificial especialista no Direito brasileiro. Lançamos nosso primeiro produto em 2022, uma solução de pesquisa de jurisprudência. No começo, com pouca IA generativa. Ao longo do tempo, fomos colocando inteligência onde fazia sentido. Agora, com o avanço dos modelos, conseguimos ir muito além.

Os feedbacks que recebemos dos nossos clientes ao longo dos últimos meses tinham um ponto em comum: estou começando a ficar perdido. Não sei quantas IAs eu deveria usar. Não sei os riscos de cada uma. Não sei se ela é boa nisso ou ruim naquilo.

A nossa resposta foi a seguinte:

A gente não acredita que o advogado precise de uma IA que conversa sobre tudo. Uma IA generalista, em que é possível avaliar o risco de uso com profundidade. 

A gente acredita que o advogado precisa de uma única IA que sabe Direito. Que sabe como o seu trabalho tem que ser executado.

Leia mais: Como estamos construindo a nova Inspira

Do produto à infraestrutura de raciocínio

Antes, o problema era ter ferramenta demais e raciocínio fragmentado. Hoje, somou-se outro: para que serve cada IA? A Nova Inspira responde isso com uma única aba. Pesquisa, análise, escrita e gestão de conhecimento no mesmo ambiente.

Nossa ferramenta deixou de ser uma solução pontual e virou uma infraestrutura de raciocínio, calibrada por especialistas jurídicos. Quem está do lado do produto construindo são advogados — é o meu caso, é o caso dos co-fundadores. A gente trabalha junto do time de tecnologia com um foco único: unificar o pensamento, o conhecimento e o trabalho intelectual do advogado em um lugar só, para que esse conhecimento não se dissipe nem se perca.

E essa unificação só é possível porque vem sustentada por uma base que a gente vem construindo há quatro anos. Em 2022, começamos com sete fontes de Tribunais. Hoje, são mais de oitenta — judiciais, administrativos, primeira e segunda instância. Trabalho contínuo, silencioso, que agora alimenta todos os novos produtos.

Quando você faz uma pesquisa no Chat, a IA entende seu comando, identifica que é jurisprudência e busca na base da Inspira para garantir que o documento seja real, fidedigno. Sem alucinação. Para qualquer resposta, geramos referência rápida ao documento de origem — para que você confira, audite, confie. Quando a informação vem de fora da base jurisprudencial, fazemos curadoria das fontes confiáveis. Pergunta regulatória sobre CVM? A IA consulta o site oficial da CVM. É isso que nos diferencia de uma IA genérica: o caso de uso é construído para o Direito.

Três ícones da Inspira sobre fundo azul: Chat, Agente e Acervo.

Segurança como premissa, não como diferencial

Dentro da Inspira, você controla quem acessa o quê. Pastas privativas, pastas compartilhadas com o time — a divisão é escolha sua. E em relação à própria ferramenta, somos categóricos: nada do que você sobe é usado para treinar nossa IA. A gente não olha para o conteúdo dos seus documentos, nem para armazenamento, nem para processamento. Quando devolvemos uma resposta, eu mesmo não sei o que tinha no documento que você anexou — para a nossa infraestrutura, ele é um vetor.

Sendo honesto: foi por isso que demoramos um pouco para permitir que vocês guardassem documentos na ferramenta. Precisávamos garantir que esse ambiente fosse seguro antes de abrir a porta. Não é diferencial competitivo, é condição de existência do produto. A gente simplesmente não consegue construir um produto para nossos colegas de profissão sem garantir esse mínimo.

Leia mais: 1.457 alucinações de IA em processos no mundo: o que isso revela sobre o futuro do Direito

O que vem depois

A Nova Inspira foi construída cem por cento em parceria com nossos clientes. O Chat, o Agente e o Acervo nasceram dos feedbacks que chegaram nos últimos meses — dos pedidos, das frustrações, das ideias trocadas em reunião. 

A gente trabalha assim há quatro anos: ouvindo, ajustando, construindo o produto a partir da rotina real do profissional que vai usá-lo.

E ainda tem muito por vir. O feedback que continua chegando aponta caminhos novos, e a gente vai seguir construindo ao longo do ano.

A pergunta deixou de ser se o profissional do Direito vai adotar IA. A pergunta agora é qual IA merece a sua confiança.

A nossa resposta está pronta para você experimentar.

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