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Inspira + Demarest

SaaS

Sócios do Demarest contam como usam IA na prática jurídica tributária, entre jurimetria, agilidade e os limites do trabalho que continua sendo humano.

Fundado em 1995, o Demarest é um dos principais escritórios full service do Brasil. Com quase 500 profissionais, possui sedes estratégicas em Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, atuando em Solução de Conflitos, Arbitragem, Ambiente, Compliance, Direito Societário, M&A e ESG.

Gisele Bossa e Roberto Casarini, sócios da área Tributária, trabalham há décadas com contencioso e consultoria tributária — decisões que precisam ser defendidas para clientes que não perdoam erro. É justamente esse olhar de quem decide, não de quem observa de fora, que dá peso ao que eles dizem sobre IA jurídica, jurimetria e os limites reais de cada uma.

Advogadas e advogados experientes não veem a IA jurídica como substituta do raciocínio técnico. Mas como uma camada que acelera a pesquisa e aponta riscos que passariam batido.

Pintura impressionista de skyline urbano ao entardecer, com prédios em tons de azul, verde e laranja.

O desafio

Pesquisa fragmentada em múltiplas fontes

Antes da Inspira, as pesquisas de jurisprudência eram feitas usando o método tradicional: biblioteca, revistas especializadas e sites de tribunais. Eram múltiplas fontes para se concluir um único trabalho de pesquisa, com uma visão de jurimetria consolidada quase impossível de alcançar.

Roberto Casarini descreve o problema de forma clara: quando começou a trabalhar com Inspira, já sentia que as ferramentas disponíveis no mercado não davam a agilidade nem a cobertura de Tribunais que a prática tributária exigia.

A origem dessa dor (que ninguém conta)

Gisele Bossa aponta algo crucial: a virada não começou com IA generativa. Começou com dados públicos.

"Nós passamos por algumas ondas evolutivas e talvez a mais importante acabou sendo a partir da Lei de Acesso à Informação. [...] Esses dados que estão sendo trabalhados e foram sendo disponibilizados acabaram dando repertório para ferramentas como a Inspira."Gisele Bossa, sócia Tributária do Demarest

Quando a Lei de Acesso à Informação obrigou Tribunais a justificarem seus próprios números, abriu-se um repertório que não existia antes. A tecnologia jurídica não nasceu para resolver um problema abstrato de modernização — nasceu para resolver uma dor operacional concreta, que já existia antes de qualquer manchete sobre IA.


A solução

IA jurídica como diálogo, não como substituta

Com a Inspira, o Demarest estruturou a pesquisa de jurisprudência em um único ambiente, consolidando:

  • IA jurídica precisa e confiável

  • Pesquisa de jurisprudência com cobertura nacional (86+ tribunais), com atualização diária

  • Gestão de jurisprudência com organização colaborativa e classificação de decisões

  • Jurimetria com análise comparativa de padrões

  • Análise de documentos jurídicos com IA

Como funciona na prática

Roberto Casarini chama o processo de diálogo humano-máquina: a IA levanta o mapeamento inicial de riscos e oportunidades; o advogado revisa, contextualiza e assume a resposta final. Nenhuma das duas etapas substitui a outra.

"A grande vantagem de ter as ferramentas adequadas tecnológicas é, de um lado, acelerar o processo e, do outro, a gente ter segurança se estamos abordando o tema da melhor maneira, se não tem alguma coisa que deixamos de citar, ainda que não como resposta, mas como ressalva."Roberto Casarini, sócio do Tributário no Demarest

Note o vocabulário: "ressalva", "viés não abordado", "questão não aprofundada". Essa é a linguagem técnica e pragmática de quem utiliza a ferramenta para se proteger de lacunas, indo muito além de apenas ganhar tempo.

Qualificação de resposta com jurimetria comparativa

Gisele Bossa vai além: para ela, o diferencial não é só ter dados, é ter capacidade de compará-los sob critério jurídico, não apenas estatístico.

"O próximo desafio não é só conectar jurimetria a dados. É garantir que as respostas geradas por IA cheguem com grau crítico de comparabilidade."Gisele Bossa, sócia Tributária do Demarest

É esse volume de mais de 83 milhões de decisões de 86 Tribunais que sustenta o tipo de jurimetria que Gisele descreve como diferencial desde os anos 2000.

O resultado

Ganho operacional claro

Com a implementação de IA em tarefas manuais e repetitivas, advogadas e advogados do Demarest ganharam:

  • Agilidade sem abrir mão de ressalva

  • Tempo comprimido em busca e organização de dados

  • Segurança de que nenhum viés ficou de fora da análise

  • Ganho de tempo para atividades estratégicas

O que não mudou (e isso é importante)

"O trabalho humano, a construção de pensamento e linguagem, é algo eminentemente humano. As ferramentas aceleram processos, mas elas nunca vão conseguir entregar a resposta final, especialmente nos trabalhos de maior complexidade."Roberto Casarini, sócio do Tributário no Demarest

A distinção é útil para qualquer escritório:

  • Trabalhos automatizados e corriqueiros: a ferramenta resolve bem, com rascunho revisável em pouco tempo

  • Grandes casos, teses que definem resultado: a tecnologia acelera etapas, mas não assina a resposta

Os limites que ninguém nega

Gisele Bossa nomeia o que muitos artigos sobre IA jurídica evitam dizer com clareza:

"Ainda assistimos a uma dificuldade, até uma resistência dos próprios times em enfrentar, comparar e tirar o melhor da tecnologia. Porque no final do dia, todo mundo teme que a própria tecnologia aprenda mais rapidamente e nos substitua."Gisele Bossa, sócia Tributária do Demarest

A alucinação continua sendo um risco real. E a resistência interna das equipes é um obstáculo tão relevante quanto as limitações técnicas. O medo não é irracional — é um fator de adoção que ninguém quer admitir, e ignorá-lo é uma das razões pelas quais projetos de tecnologia jurídica travam dentro de grandes escritórios.