IA e governança: os riscos e desafios para as organizações | Inspira Blog

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25 de fev. de 2026

IA e governança: Como as organizações estão redesenhando seus modelos de gestão

Pessoa atravessando um portal em uma parede clássica, simbolizando a transição e a estrutura necessária para IA e governança corporativa.

Os desafios da pesquisa EY sobre IA e governança corporativa

À medida que a inteligência artificial deixa de ser uma promessa futurista e se torna parte integrante da operação de empresas em todo o mundo, uma pergunta ganha urgência sobre o binômio IA e governança: como as organizações estão gerenciando os riscos gerados por essa tecnologia?

Uma resposta consistente emerge da pesquisa AI Governance, Risks and Compliance Survey 2025, conduzida pela Ernst & Young (EY) — um estudo com executivos seniores que revela lacunas profundas entre a adoção de IA e a governança de riscos associados.

IA e governança: o desafio da capacitação nas organizações

Uma das descobertas mais impactantes do relatório é que, apesar do crescente uso de soluções de IA, a maioria das organizações ainda não possui um modelo de governança bem definido para isso. Cerca de 70% das empresas não contam com estruturas claras, papéis e responsabilidades definidos, o que dificulta a coordenação de estratégias e o gerenciamento de riscos críticos.

Esse gap cria uma desconexão entre o entusiasmo pelo potencial transformador da tecnologia e a realidade da sua implementação responsável. Sem um modelo robusto de IA e governança, as iniciativas tendem a ser fragmentadas, com decisões tecnológicas tomando forma em silos, sem supervisão estratégica adequada.

O elo mais frágil da governança de IA

Esse desalinhamento entre estratégia, uso individual e responsabilização é agravado por outro fator crítico: a falta de capacitação.

O relatório mostra que um número significativo de organizações ainda falha em oferecer treinamento adequado em governança, risco e compliance em inteligência artificial. Apenas 33% afirmam disponibilizar treinamento abrangente nessas áreas, enquanto muitas não possuem qualquer programa estruturado ou ainda estão em estágios iniciais de desenvolvimento.

Na prática, isso significa que profissionais são incentivados a utilizar IA em atividades sensíveis — inclusive no jurídico e em funções de controle — sem o conhecimento necessário para compreender os riscos envolvidos. A consequência direta é o aumento da probabilidade de decisões mal calibradas, uso inadequado de ferramentas e violações regulatórias.

Quais são os principais riscos percebidos

O relatório aponta que, entre os riscos associados ao uso de IA estão:

  • Gerenciamento de dados

  • Questões de privacidade

  • Riscos de segurança de TI 

Isso reflete uma visão consolidada de que IA não é apenas um desafio tecnológico, mas um risco organizacional em eficiência, confiança e conformidade.

Conscientização sobre regulação e compliance

Outro achado importante segundo o relatório da EY (2025) é que cerca de 80% das organizações relatam estar conscientes do EU AI Act, a ampla legislação europeia que classifica sistemas de IA por risco e impõe obrigações conforme o nível de impacto.

Esse dado é relevante para profissionais de compliance, jurídicos e tecnologia porque sinaliza que, embora a regulação seja amplamente conhecida, a efetiva implementação de práticas regulatórias continua insuficiente, deixando lacunas na forma como a conformidade é traduzida em controles, auditorias e práticas de mitigação.

Governança de IA ainda deficiente apesar da adoção

A pesquisa também mostra que muitas organizações têm políticas formais relacionadas à IA, mas a falta de controles de gestão eficazes é comum — um indicador de que a simples existência de normas ou princípios não se traduz automaticamente em governança madura.

Menos de um terço das organizações relatou que seus processos de governança de IA incluem todos os principais elementos (papéis, processos, supervisão e métricas), o que sugere que a maioria ainda está no estágio inicial de governança, mais focada em adoção do que em gestão de riscos concretos.

O impacto financeiro de riscos não gerenciados

Complementando os dados do estudo referenciado, uma pesquisa mais ampla da EY sobre Responsible AI revelou que praticamente todas as empresas pesquisadas sofreram perdas financeiras atribuíveis a riscos de IA, muitas delas superiores a US$ 1 milhão em razão de controles inadequados, outputs enviesados e falhas de compliance.

Esse achado transforma o discurso de “governança como bom-a-ter” em uma prioridade de negócios: riscos de IA já têm impacto econômico real, e frameworks de governança eficazes correlacionam-se com melhores resultados de desempenho — inclusive em receita, economia de custos e satisfação dos colaboradores.

Governança de IA como vantagem competitiva

O padrão que emerge do relatório é claro: organizações que estão mais avançadas em governança de IA não só mitigam riscos com mais eficácia, mas também capturam mais valor da tecnologia. Independentemente do setor ou do tamanho da empresa, estruturas bem definidas de governança, combinadas com controles de risco e compliance, permitem que a IA seja escalada com mais segurança e confiança estratégica. 

Conclusão: da adoção à governança responsável

O AI Governance, Risks and Compliance Survey 2025 da EY mostra que a adoção de IA está acelerando mais rápido do que a governança de riscos correspondente. A maioria das organizações ainda carece de modelos definidos, controles robustos e mecanismos claros de compliance, mesmo diante de um cenário regulatório que exige responsabilidade e transparência.

Para lideranças de tecnologia, jurídico, compliance e gestão de riscos, isso significa que investir em governança não é apenas um requisito regulatório — é uma necessidade estratégica. Organizações que não ajustarem seu foco nesse aspecto correm o risco de sofrer consequências operacionais e econômicas, enquanto aquelas que seguirem o outro caminho estarão melhor posicionadas para competir no novo mundo da inteligência artificial corporativa.

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