carreira jurídica
Por que eu não contrataria com base na faculdade cursada

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Contratação em escritório de advocacia: o critério que falta.

Se eu estivesse à frente de um escritório de advocacia hoje, contrataria por uma habilidade que nenhum currículo mostra: a capacidade de desaprender.
A régua que a maioria dos escritórios ainda usa para contratar é previsível: faculdade, nota, estágio em banca grande. São critérios que fazem sentido para medir conhecimento acumulado, mas dizem muito pouco sobre como alguém vai se comportar diante do que ainda não existe.
O critério que eu usaria
Contrataria com base na capacidade de desaprender e de sair da zona de conforto. Não é uma frase de efeito. Dá para testar, e a pergunta que eu faria numa entrevista é direta: você mudou de opinião sobre algum tema nos últimos dias?
Aprender algo fora da rota diz mais sobre potencial do que qualquer linha de currículo. Alguém que revisita a própria opinião com frequência é alguém que vai se adaptar quando a ferramenta, o processo ou o próprio mercado mudar de novo. E, no ritmo atual, vai mudar de novo em breve.
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Por que isso importa mais agora
A rotina jurídica está mudando rápido, com a IA entrando na pesquisa, na redação e na análise de documentos. Essa velocidade exige gente que trata o próprio conhecimento como algo vivo, não como capital fixo adquirido na faculdade. Quem trava numa forma única de pensar tende a travar também na hora de incorporar qualquer mudança de ferramenta ou de processo.
Vale a mesma pergunta para quem já lidera equipe hoje:
Quando foi a última vez que você mudou de opinião sobre algum tema?


