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Fenalaw 2026: a IA virou fundamento. O que vem depois?

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A Fenalaw 2026 deixou claro que usar IA virou fundamento na advocacia. E agora, o que vem depois?

Logo da Inspira no alto do estande da empresa na Fenalaw 2026, sob a estrutura metálica do pavilhão. Blog post Inspira.

A Fenalaw 2026 mostrou que a IA já é fundamento da prática jurídica, e não mais diferencial. Nos três dias de feira, de 27 a 29 de outubro, em São Paulo, palcos e conversas de corredor chegaram ao mesmo ponto que levamos para o nosso estande: usar IA virou condição do trabalho, e a diferença agora está no que cada advogado constrói em cima dela.

Reunimos aqui o que ouvimos nos palcos, o que levamos aos nossos painéis e as duas novidades que lançamos na feira.

A tese que levamos para a Fenalaw 2026

Para esta edição, escolhemos uma frase só: IA é fundamento. Construa o que vem depois.

A ideia vem do próprio Direito. Todo argumento precisa de um fundamento para existir, mas ninguém vence uma causa com ele, apenas. Vence erguendo a tese em cima dele.

Com a IA na advocacia acontece algo parecido. Ela chegou ao lugar de condição do trabalho e, justamente por isso, deixou de diferenciar um escritório do outro. Quem já usa IA no dia a dia não ganha vantagem só por usar, ela está no que vem depois.

Chegamos assim na Fenalaw (e com alguma curiosidade sobre como ela seria recebida, depois de acompanhar de longe os debates do Legal Geek, em Londres) e saímos com a sensação de que boa parte da feira também tinha chegado a ela por outros caminhos.

Rafael Grimaldi, CEO da Inspira, fala ao microfone ao lado de Paulo Lacerda, do BTG Pactual, em painel da Fenalaw 2026 com o título IA não é mais diferencial no telão. Blog post Inspira.

O que Leandro Karnal disse sobre IA e repertório

Na plenária de abertura do último dia, o historiador Leandro Karnal falou sobre liderança e protagonismo humano em tempos de inovação tecnológica (veja um trecho da palestra). Segundo ele, a linguagem da tecnologia ficou universal. Hoje todo mundo precisa entender um pouco de vídeo, de iluminação e de reunião virtual, e usa IA para transcrever uma conversa ou montar um mapa conceitual.

O historiador Leandro Karnal fala ao microfone no palco da Fenalaw 2026. Blog post Inspira.

O exemplo dele foi pessoal. Os textos que escrevia para jornal já passaram pelas mãos de cinco revisores. Hoje não passam por nenhum, e saem com menos erros do que antes, porque qualquer pessoa pode pedir à IA que revise.

Mas, “se a IA é uma ferramenta universal que atende a todos, a diferença será o seu repertório”.

Nossa tese, dita por outra pessoa, com outras palavras.

Se a ferramenta está ao alcance de qualquer um, ela é fundamento. O repertório de quem advoga – o conhecimento do caso, do cliente e do Tribunal onde a causa vai correr – é o que se constrói em cima.

Da experimentação à execução: a leitura de Danielle Serafino

Danielle Serafino, uma grande parceira da Inspira, que também esteve nos palcos da feira, publicou a sua leitura do evento e concorda que o mercado jurídico está mudando, mas não apenas por causa da IA. Das seis tendências que ela apontou, duas se conectam diretamente com o que levamos para a feira.

Tendência 1: a IA está mudando de fase

Agentes de IA, automação, governança e retorno sobre investimento estiveram entre os grandes temas desta edição. Segundo a Dani, o debate agora é como integrar IA aos processos e gerar resultado concreto, e não mais o que ela é capaz de fazer.

"A próxima fronteira não é simplesmente usar IA. É transformar a maneira como trabalhamos." – Danielle Serafino, Cescon

Repare no pressuposto: discutir integração só faz sentido quando a IA já está lá dentro.

Tendência 2: o jurídico está ficando mais estratégico

"O próximo salto do jurídico não será apenas tecnológico. Será a capacidade de antecipar riscos, influenciar decisões e participar da estratégia dos negócios." – Danielle Serafino, Cescon

Legal Ops, dados e eficiência seguem na pauta, mas apontam para uma direção nova, a de gerar inteligência para o negócio. É um movimento que já aparecia nos relatórios de mercado (falamos dele ao analisar o Future of Professionals 2026) e que, na Fenalaw, ganhou rosto, palco e plateia cheia. Para nós, já é a fase da construção.

O que levamos aos palcos da Fenalaw 2026

Os títulos dos dois painéis com a Inspira já carregavam a tese, cada um puxando para um lado dela.

Na terça, no palco PME, Rafael Grimaldi, CEO e cofundador da Inspira, dividiu a conversa com Paulo Lacerda, legal associate director do BTG Pactual, sobre IA não ser mais diferencial. O futuro do mercado jurídico já está sendo escrito em outro lugar.

Na quarta, no Fenatalks Inovação, Henrique Ferreira, cofundador da Inspira, recebeu Aruã Parrales, gerente executivo jurídico da JBS, para falar sobre o que grandes departamentos jurídicos já sabem, e o mercado ainda não.

O primeiro título é o fundamento, com todas as letras. O segundo pergunta pelo que vem depois, a partir da experiência de quem conduz o jurídico de uma grande empresa.

Henrique Ferreira, cofundador da Inspira, e Aruã Parrales, gerente executivo jurídico da JBS, posam juntos no estande da Inspira na Fenalaw 2026. Blog post Inspira.

Três dias de conversa no estande

Recebemos no estande clientes e parceiros de grandes escritórios, de departamentos jurídicos de empresas e de instituições financeiras. Deu tempo de conversar com calma, de mostrar as novidades para quem já trabalha com a gente e de apresentar a Inspira para quem ainda não conhecia.

Para quem constrói produto ouvindo cliente, essas horas valem tanto quanto qualquer palco. Boa parte do que vamos priorizar nos próximos meses saiu dessas conversas, e a gente agradece cada uma delas.

Duas visitantes com sacolas da Inspira sorriem ao lado de uma integrante do time no estande da Fenalaw 2026. Blog post Inspira.

Lançamentos da Inspira durante a Fenalaw

Também levamos duas novidades para a Fenalaw, lançadas durante a feira. Elas são a nossa resposta prática à pergunta que a feira deixou no ar: se a IA é fundamento, como se constrói em cima dela?

Seu pedido

Quando um pedido não traz o resultado esperado, raramente o problema é a redação. O mais comum é faltar contexto essencial para a advocacia: quem é o cliente, se há ação em andamento, qual decisão está em jogo e qual o objetivo do texto.

No recurso Melhorar pedido, você escreve sua solicitação e clica em Melhorar. A Inspira analisa o texto e sugere, destacadas em amarelo, até três perguntas sobre informações decisivas — como a parte representada, o fórum ou os valores envolvidos.

Você responde apenas às perguntas que desejar. O que ficar sem resposta não é incluído, e o Chat é avisado para não presumir dados omitidos. Seu texto original é preservado, e a opção Desfazer permite restaurar a versão inicial a qualquer momento antes do envio.

Se a solicitação já estiver completa, avisamos e mantemos o texto intacto. Nosso papel é complementar o seu conhecimento técnico sem tentar adivinhá-lo.

Suas habilidades

Campo de mensagem do Chat da Inspira com o comando Criar habilidade e o pedido de revisar as cláusulas de rescisão de um contrato e entregar uma tabela com o risco de cada uma. Blog post Inspira.

Quem advoga há algum tempo tem um jeito próprio de fazer as tarefas que se repetem. Sabe o que pesquisar primeiro, em que ordem revisar as cláusulas de um contrato e como prefere entregar o resumo de uma sentença ao cliente.

Com a Inspira, você pode criar uma habilidade no Chat para padronizar suas tarefas do dia a dia. Basta descrever o trabalho ou indicar um bom exemplo para o Chat gerar um rascunho da habilidade, que você testa e salva para usar nos próximos casos.

É a tendência que a Dani descreveu: transformar a maneira como trabalhamos, aplicada à rotina de cada profissional do Direito. O método é seu; a Inspira só passa a lembrar dele.

Nas duas novidades, a divisão de papéis continua a mesma: a Inspira prepara e organiza, e quem advoga revisa, decide e assina.

Construa o que vem depois

A Fenalaw 2026 confirmou que a IA chegou ao lugar de fundamento da prática jurídica. Karnal chamou a diferença de repertório, e Danielle Serafino falou em execução e estratégia. Para nós, ela tem outro nome: construir o que vem depois.

Saímos da feira com mais convicção do que entramos.

Se você passou pelo nosso estande, obrigada pela conversa. Se não passou, dá para ver o Melhorar pedido e a criação de habilidades funcionando na sua própria rotina: experimente a Inspira com 15% de desconto no primeiro ano – sem fidelidade na compra.

Perguntas frequentes

O que é a Fenalaw?

A Fenalaw é uma das principais feiras de gestão e tecnologia do mercado jurídico brasileiro. A edição de 2026 aconteceu de 27 a 29 de outubro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, com palcos, painéis e estandes de escritórios, departamentos jurídicos e empresas de tecnologia.

O que significa dizer que a IA é fundamento na advocacia?

Significa que usar IA virou condição do trabalho jurídico, e não mais diferencial. Como todo fundamento, ela sustenta a prática, mas não ganha a causa sozinha: o que diferencia um escritório é o que ele constrói em cima, como repertório, método e estratégia. Se você ainda está começando, este texto sobre chegar à IA sem pressa é um bom ponto de partida.

Quais foram as principais tendências da Fenalaw 2026?

Na leitura de Danielle Serafino, a IA mudou de fase, da experimentação para a execução, e o jurídico está ficando mais estratégico, com foco em gerar inteligência para o negócio. Ela também apontou o peso da experiência do cliente, da influência digital e de novos modelos de negócio na advocacia.

O que é o Melhorar pedido da Inspira?

É um botão no Chat que lê o seu pedido antes do envio e aponta, em até três perguntas marcadas em amarelo, os fatos que faltam para uma boa resposta. O seu texto continua como você escreveu, e as perguntas que ficarem sem resposta não são enviadas. Se o pedido já está bom, a Inspira avisa e não altera nada.

A IA substitui o repertório de quem advoga?

Não. A IA apoia a execução de tarefas, como pesquisa, organização de documentos e primeiras versões de texto, mas o conhecimento do caso e do cliente, somado à leitura de como cada Tribunal costuma decidir, continua com quem advoga. É esse repertório que orienta a revisão e a decisão em cada caso.