Inspira e Civics: formando advogados para a era da IA | Inspira Blog

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Inspira e Civics: construindo a próxima geração da advocacia brasileira

Jovem advogado em destaque entre profissionais, simbolizando a nova geração formada pela parceria Inspira e Civics no mercado jurídico brasileiro

Uma nova geração está chegando ao mercado jurídico

A advocacia brasileira já não é o que era — e os dados provam isso com uma clareza que o mercado ainda está processando. Segundo o 1º Estudo Demográfico da Advocacia Brasileira (2024), realizado pela OAB em parceria com a FGV, 33% dos advogados brasileiros tem até cinco anos de inscrição na Ordem, e 55% estão na faixa etária entre 24 e 44 anos. A profissão historicamente associada à consolidação tardia é, hoje, majoritariamente jovem.

Essa não é apenas uma mudança de perfil. É uma redefinição de quem conduz o Direito no Brasil — com novos valores, novas expectativas e uma relação com tecnologia que nenhuma geração anterior teve. Esses profissionais chegaram ao mercado em meio à consolidação das inteligências artificiais, e carregar esse contexto desde o início da carreira muda tudo: a forma de aprender, de trabalhar, de enxergar o que é possível.

Mas potencial, por si só, não se transforma em impacto. Para isso, é preciso acesso — às redes, às experiências, ao conhecimento que constrói carreiras de alto nível. É aí que a Civics entra — e é aí que nossa história começa.

Talento nunca faltou. O que faltava era a porta certa

A Civics é a primeira EdTech Social do Brasil no Direito. Por meio do programa Next Generation of Lawyers, conecta estudantes de alto potencial dos melhores cursos do país aos maiores escritórios de advocacia brasileiros — oferecendo não só bolsas, mas treinamento e desenvolvimento de carreira.

Quando conhecemos a Civics, reconhecemos de imediato o mesmo princípio que guia a Inspira: quando você coloca o conhecimento certo nas mãos certas, o impacto é inevitável. 

Foi esse reconhecimento que nos trouxe até aqui — e que torna essa parceria algo muito especial.

imagem do vazio do oceano representando as alucinações da inteligência artificial

O mercado mudou. A formação ainda está se adaptando

Essa geração de jovens advogados chegou ao mercado em um momento singular: iniciaram sua trajetória em um ambiente já amplamente digitalizado e passaram a exercer a profissão em um cenário impactado pela consolidação das inteligências artificiais generativas a partir de 2022. A tecnologia não é novidade para eles — é o ambiente natural em que operam.

E o mercado respondeu na mesma velocidade. Segundo o 2026 Legal Industry Report da 8am, 69% dos profissionais jurídicos já utilizam ferramentas de IA no trabalho — mais que o dobro do índice registrado no ano anterior. A escala é ainda mais expressiva quando se observa a rotina diária: de acordo com o 2026 Future Ready Lawyer Survey da Wolters Kluwer, 92% dos profissionais jurídicos já utilizam ao menos uma ferramenta de IA em seu trabalho cotidiano. 

Os resultados são concretos. Segundo o mesmo relatório da Wolters Kluwer, 62% dos profissionais reportaram economia de tempo entre 6% e 20% por semana, enquanto 52% relataram crescimento de receita na mesma proporção. A IA, no Direito, deixou de ser promessa e se tornou infraestrutura operacional.

Mas há um problema que esses números de adoção escondem — e ele é estrutural.

grupo de pessoas representando a responsabilidade no uso de inteligência artificial no direito

Alfabetização em IA: o que realmente separa essa geração

Ter acesso à IA e ser alfabetizado em IA são coisas completamente distintas. Segundo o estudo State of Data & AI Literacy Report 2025, 60% das lideranças admitem lacunas relevantes em alfabetização em IA dentro de suas equipes — ferramentas de ponta sendo operadas por pessoas sem o letramento necessário para extrair valor real delas. 

No setor jurídico, essa lacuna tem consequências ainda mais sérias: 84% dos profissionais ouvidos pela National Law Review  (2026) identificaram falhas significativas ou inadequação total na formação tecnológica dos estudantes de Direito.

O gap não é pequeno. Desde 2023, mais de 280 petições em Tribunais federais e estaduais nos Estados Unidos incluíram citações falsas ou alucinadas geradas por ferramentas de IA,segundo uma pesquisa do JD Journal (2025),  consequência direta do uso sem letramento. A alfabetização em IA não é apenas uma questão de eficiência ou atualização tecnológica — é uma questão de ética e competência profissional. 

O que significa ser realmente alfabetizado em IA no Direito

A diferença não está no software instalado. Está na relação intelectual construída com ele. Para a jovem advogada e advogado, isso significa desenvolver uma nova camada de competência: compreender como os modelos funcionam, reconhecer onde eles falham, construir prompts que traduzam raciocínio jurídico complexo em outputs utilizáveis — e, acima de tudo, manter o julgamento crítico que nenhum modelo substitui.

A IA não substitui o exercício intelectual do advogado. Ela amplia sua capacidade de atuação, permitindo maior dedicação a atividades estratégicas, analíticas e decisórias. E o mercado já precifica quem entende isso: 71% das lideranças já estão dispostas a remunerar melhor profissionais com domínio consistente de inteligência artificial, segundo pesquisa do State of Data & AI Literacy Report 2025.

O jovem advogado que chega ao mercado com esse letramento não está apenas mais preparado. Está em outro patamar competitivo — e é exatamente para construir esse patamar que a Inspira e a Civics estão juntas.

O compromisso com a próxima geração começa agora

O mercado de IA jurídica deve crescer a uma taxa composta anual entre 17% e 28%, podendo atingir US$ 10,82 bilhões até 2030, segundo o All About AI. Esse crescimento não vai esperar que as estruturas de formação se adaptem. As organizações que lideram esse movimento são as que já estão construindo a base humana necessária para acompanhá-lo.

O novo fator de liderança não é ser o primeiro a adotar a IA, mas ser o melhor em construir a infraestrutura humana necessária para extrair valor dela. Essa infraestrutura começa na formação. Começa em garantir que os jovens advogados que estão entrando agora no mercado não só tenham acesso às ferramentas — mas saibam, de verdade, o que fazer com elas.

Não esperamos o futuro chegar — nós o preparamos

Parcerias como esta não são marcos de chegada. São pontos de partida.

A advocacia brasileira já tem o perfil do futuro — jovem, tecnológica e em plena transformação. O que ela precisa agora são redes, estruturas e iniciativas dispostas a levar o conhecimento certo até ela. A Civics abre essa porta. E nós estamos aqui para garantir que, ao cruzá-la, esses profissionais estejam prontos para o mercado que os espera do outro lado.

Porque o futuro da advocacia não vai esperar — e nós também não.

Uma imagem em tons escuros de uma flor azul, com pétalas delicadas e um miolo em tons de roxo, em um fundo preto.

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